2Cor 4:7-10
"Trazemos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos."
O contraste tesouro/vaso de barro é deliberado: Deus coloca o Evangelho em instrumentos frágeis para que ninguém atribua o poder ao instrumento. Os quatro pares de paradoxos descrevem a vida apostólica: pressão sem esmagamento, perplexidade sem desespero, perseguição sem abandono, abatimento sem destruição.
2Cor 4:16-18
"Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória acima de toda medida."
A perspectiva eterna transforma o sofrimento presente: as tribulações são 'leves' (elaphron) e 'momentâneas' (parautika) comparadas ao 'peso eterno de glória' (baros aionion doxes). A fé olha para o invisível eterno, não para o visível temporário.