O Espírito Santo é Senhor e dá a vida; com o Pai e o Filho é adorado e glorificado conjuntamente.
— Credo Niceno-Constantinopolitano (381 d.C.)
O Concílio de Constantinopla I (381 d.C.) foi convocado pelo Imperador Teodósio I para completar a obra de Niceia. Embora menor que Niceia em número de participantes (cerca de 150 bispos, todos do Oriente), foi de importância teológica igual. Seu principal resultado foi a completação do Credo Niceno com a afirmação da divindade do Espírito Santo e a condenação do Macedonianismo (também chamado de Pneumatômaco — "lutadores contra o Espírito").
O contexto histórico é o de uma Igreja que havia passado por décadas de turbulência ariana. O Imperador Constâncio II (filho de Constantino) era ariano e havia perseguido os defensores de Niceia. Atanásio de Alexandria foi exilado cinco vezes. Apenas com a morte de Constâncio e a ascensão de Teodósio I — um cristão niceno convicto — a ortodoxia trinitária foi restaurada como posição oficial do Império.
A afirmação de que o Espírito Santo é "Senhor que dá a vida" e deve ser "adorado e glorificado conjuntamente" com o Pai e o Filho é uma das mais importantes da fé cristã. Ela significa que quando o Espírito age em nós — convencendo-nos do pecado, regenerando-nos, habitando em nós, guiando-nos — é o próprio Deus que age. A vida cristã não é apenas imitação de Cristo (o que uma criatura poderia fazer); é participação na vida trinitária de Deus pelo Espírito Santo. "Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1 Co 3:16) — esta afirmação de Paulo só faz sentido pleno se o Espírito é Deus.